Fico com as músicas e a voz de Bethania, pinto tudo de azul, mas nada é mar.
Aqui é tudo terra, a cabeça aérea e o coração em chamas.
Aquele som, o outro lado deste mundo, a imensidão que busco navegar. O medo da noite.
Lá eu me jogo, me entrego para o imprevisto. Penso em amor. Sou amor.
Hoje eu não vi o mar, não me banhei, nem gozei. Fiquei no aguardo, trancado, por que?
O dia de sol queimou lá fora, mais distante ainda havia água, ventos novos e eu preso no velho.
Preso na palavra que prometi, preso no acordo que só eu concordei.
Cheio de sorriso que quando vejo no retrato é nítido o trabalho para tentar ser feliz.
Aqui dói... Se está rachada a casca é porque estilhaçou tudo por dentro que nem a máscara cobre.
Está vazando a dor e a solidão. Está transbordando as palavras contidas.
"Eu não sou daqui, eu não tenho amor"
E se após as ondas quebrantes eu encontro a maré de possibilidades? E se do outro lado realmente exite muito mais? Assim é duro de SUPORTAR os tombos. Aqui o chão é de concreto, terra dura... vida dura.
Hoje eu não vi o mar, há muito tempo que não sinto o abraço acolhedor de Iemanjá.
Sinto falta de mim.
Sinto falta do amor.
Preciso ver o mar.
"Deixa-me encantar
Com tudo teu e revelar
O que vai acontecer
Nesta noite de esplendor
O mar subiu na linha do horizonte
Desaguando como fonte
Ao vento, a ilusão teceu
O mar, oi o mar,
Por onde andei mareou, mareou
Rolou na dança das ondas
No verso do cantador
Dança quem tá na roda
A roda de brincar
Prosa na boca do vento
E vem marear
Eis o cortejo irreal
Com as maravilhas do mar
Fazendo o meu carnaval
É a vida, a brincar
A luz raiou pra clarear a poesia
Num sentimento que despeta na folia
Amor, amor
Amor sorria, ô, ô ô
Um novo dia despertou
E lá vou eu
Pela imensidão do mar
Esta onda que borda
A avenida de espuma
Me arrasta a sambar
E lá vou eu
Pela imensidão do mar
Esta onda que borda
A avenida de espuma
Me arrasta a sambar"
Com tudo teu e revelar
O que vai acontecer
Nesta noite de esplendor
O mar subiu na linha do horizonte
Desaguando como fonte
Ao vento, a ilusão teceu
O mar, oi o mar,
Por onde andei mareou, mareou
Rolou na dança das ondas
No verso do cantador
Dança quem tá na roda
A roda de brincar
Prosa na boca do vento
E vem marear
Eis o cortejo irreal
Com as maravilhas do mar
Fazendo o meu carnaval
É a vida, a brincar
A luz raiou pra clarear a poesia
Num sentimento que despeta na folia
Amor, amor
Amor sorria, ô, ô ô
Um novo dia despertou
E lá vou eu
Pela imensidão do mar
Esta onda que borda
A avenida de espuma
Me arrasta a sambar
E lá vou eu
Pela imensidão do mar
Esta onda que borda
A avenida de espuma
Me arrasta a sambar"
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